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Unidade Perdizes promove debate sobre moda consciente

Data de publicação: 12/04/2017

Evento é inspirado no movimento Fashion Revolution Day, que chama a atenção da sociedade para o verdadeiro custo da indústria

O setor fashion vem ganhando novos rumos no mercado. Algumas marcas têm optado por traçar um caminho mais responsável para tornar a indústria menos agressiva, mais sustentável e justa. Para compreender os passos de uma produção verde, onde consumidor e produtor têm o poder de mudar a cadeia produtiva, em 26/04, a FASM promove o debate Criação x Consumo.

A moda nunca esteve tão acessível. E para se destacar neste mundo globalizado, algumas marcas adotam o fast fashion como estratégia para atender indivíduos ávidos por consumo. A velocidade na produção e na troca de mercadorias nos pontos de venda definem este modelo de negócio, utilizado cada vez mais para aumentar margens de lucro do setor no varejo e encantar consumidores sedentos por novidades.

Nem todos nós sabemos a que custo estas peças são produzidas. A indústria da moda é o segundo setor que mais polui no mundo, ficando atrás apenas do petróleo. De acordo com a BBC, o poliéster, produto de muito valor no país e a fibra sintética mais usada na indústria têxtil, gasta 70 milhões de barris de petróleo para ser produzido e demorar cerca de 200 anos para se decompor.
 

Além dos problemas ambientais, outras questões sociais graves abalam o mundo fashion: mão de obra escrava, jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho. Em 1990, por exemplo, a Nike foi acusada de usar trabalho infantil em suas fábricas da Ásia. Em 2011, em São Paulo, uma inspeção conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) encontrou imigrantes peruanos e bolivianos trabalhando em condições análogas à escravidão em uma oficina de roupas que produzia peças para a Zara. 


Indústria consciente
 

Mas quais são os passos para trilhar o caminho de uma moda consciente e sustentável? Quais processos podem ser adotados em prol de um setor verde, preocupado com condições de produção de peças e com as matérias primas utilizadas? E como o consumidor pode ajudar a mudar esta cadeia? Estilistas e consultores especializados em moda sustentável respondem essas questões no debate Criação x Consumo.

Fernanda Simon, coordenadora nacional do movimento Fashion Revolution, Francesca Giobbi, designer responsável pelo projeto Fashion For Better, Ana Sudano, estilista que assina a marca Grama, participam do evento. Tais Remunhão, professora de Tecnologia Têxtil do curso de Moda da FASM, é a mediadora do debate.

 

Fashion Revolution Day


O encontro é inspirado pelo movimento mundial Fashion Revolution Day, criado após o desabamento do edifício Rana Plaza, que abrigava unidades de confecções têxteis nas proximidades de Rana, capital de Bangladesh. O acidente, considerado o mais grave já ocorrido em uma fábrica do país, deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos em 24 de abril de 2013.

“Nós queremos que você pergunte: ‘Quem fez minhas roupas? ’. Essa ação irá incentivar as pessoas a imaginarem o “fio condutor” do vestuário, passando pelo costureiro até chegar no agricultor que cultivou o algodão e deu origem aos tecidos. Esperamos que o Fashion Revolution Day inicie um processo de descoberta, aumentando a conscientização sobre o fato de que a compra é apenas o último passo de uma longa jornada que envolve centenas de pessoas”, explica a italiana Orsola de Castro, diretora criativa e co-fundadora do movimento. 


Conheça o movimento Fashion Revolution. 


Serviço:
Quando e onde: 26/04, no Teatro Laura Abrahão, às 19h30;
Endereço: Rua Dr. Emílio Ribas, 89 – Perdizes;
Entrada: 1 litro de leite para doação;
Evento aberto ao público externo.
Mais informações: (11) 3824-5800.

Fonte: Unidade Perdizes